À medida que cada vez mais países em todo o mundo evitam o dólar americano, a criação de uma moeda para o comércio internacional entre a Rússia, a China, o Brasil e a Índia está a tornar-se uma possibilidade que está a ganhar credibilidade. Segundo alguns rumores, é possível que esta nova moeda utilize o sistema padrão ouro. Se este boato se confirmar, poderá empurrar o preço de uma onça de ouro para o seu máximo.
Será também necessário monitorizar cuidadosamente o comportamento dos índices bolsistas e da inflação durante as primeiras semanas após o início do ano letivo; um aumento da inflação e/ou uma queda das ações na bolsa poderá funcionar a favor do ouro. É preciso dizer que o precioso metal amarelo permite proteger o capital contra a erosão do valor da moeda, por um lado, mas também contra possíveis perdas nas bolsas de valores em caso de quedas acentuadas.
Para explorar esta noção de porto seguro do ouro como amortecedor contra os riscos de recessão, pode ser interessante estudar as flutuações nos preços do ouro durante as recessões recentes. Em primeiro lugar, é importante notar que no muito longo prazo o preço do ouro evolui numa tendência ascendente (embora possa ficar estagnado, ou mesmo cair, durante longos períodos como entre 1940 e 1970 onde encontramos preços em torno de $300 por onça).
Este gráfico destaca as fases de recessões econômicas (áreas cinzentas) durante as quais existe uma certa volatilidade no preço do ouro, muitas vezes expressa por uma fase de declínio, seguida por uma fase de retração. Podemos também constatar que o ouro não apresentou aumentos significativos durante estas fases de recessão.